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Os Conventos da Pampulha

Os Conventos da Pampulha

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Descrição

Duração - 2 horas

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Dificuldade - Baixa

Lisboa é pontuada por edifícios que outrora foram casas de comunidades religiosas, cada uma com os seus fins – a oração, o acolhimento, a educação –, e que hoje cumprem propósitos bem diferentes. Venha conhecer os lugares e a memória desses edifícios.

São Francisco de Paula São Francisco de Paula

Após uma suposta fugaz presença em Portugal no reinado de D. João III, em 1717 a Ordem dos Mínimos consegue autorização para fundar um hospício em Lisboa, numas casas à Pampulha cedidas pela Real Fazenda para o efeito, tornando-se assim o penúltimo cenóbio a instalar-se no eixo Madragoa-Calvário, importante zona de implantação de casas religiosas desde o período medieval.

O direto envolvimento régio a partir de 1753 possibilitou a elevação a convento, o financiamento da construção da igreja e a ampliação do espaço conventual por via da compra de umas casas próximas às primitivas, profundamente alteradas a partir de 1767.

Contrariamente ao que foi acontecendo ao longo do século XIX com as sucessivamente suprimidas casas religiosas de Lisboa, as diferentes casas do convento foram vendidas a particulares logo a partir de 1835, demolindo-se o bloco correspondente ao antigo hospício (para se proceder ao alargamento da Rua Nova de São Francisco de Paula) e aumentando-se o edifício do noviciado (numa pouco comum intervenção que adicionou um volume de decoração rocaille em plena segunda metade de oitocentos, potenciando o lado palaciano do edifício).

São João de Deus São João de Deus

Casa de São João de Deus; Convento de São João de Deus de Lisboa

O Convento de S. João de Deus, da Ordem Hospitaleira de São João de Deus, foi fundado em 1629, tendo sido construído para centralizar a assistência a religiosos, militares e civis. Construído sobre o Convento de S. Filipe da Ordem dos Carmelitas Descalços, era constituído pelo convento, de planta em “U” com quatro enfermarias, e igreja anexa.

Com o terramoto de 1755, que destruiu o hospital instalado no Castelo de S. Jorge, o convento foi utilizado como hospital militar até 1802 . Após a extinção das Ordens Religiosas, instalaram-se sucessivamente no edifício o quartel da Brigada Real da Marinha, o Tribunal da Corte e o Quartel da Infantaria, nº2. Desde 1919 aí se encontra instalado o Centro Clínico da Guarda Nacional Republicana.

Santo Alberto Santo Alberto

Convento de Santo Alberto de Lisboa; Convento das Albertas

O Convento de Santo Alberto, o primeiro  de Carmelitas Descalças do país, situava-se no local onde se encontra o edifício do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA).

O cenóbio é fundado em 1584 sob invocação de Santo Alberto, em homenagem ao cardeal-arquiduque Alberto de Áustria, patrocinador do convento e vice-rei de Portugal em nome de Filipe I de Espanha. No ano seguinte as religiosas mudam-se para o edifício, sendo eleita prioresa uma discípula de Santa Teresa, santa à qual é dedicada uma das capelas da igreja do convento, na qual é depositada uma relíquia sua. Tanto o convento como a igreja sofreram grandes danos com o Terramoto de 1755, tendo sido reconstruídos. 

O convento é suprimido em 1890, na sequência da morte da sua última religiosa. A igreja permanece aberta ao culto, a cerca conventual é cedida à Câmara Municipal de Lisboa para jardim e miradouro públicos (Jardim 9 de Abril) e o edifício ao Museu Nacional de Belas Artes (antecessor do Museu Nacional de Arte Antiga, então já instalado no contíguo Palácio dos Condes de Alvor. O espólio é distribuído por várias entidades e, em parte, vendido. Utilizado pelo museu como armazém, o edifício do convento entra em ruína, sendo demolido em data anterior a 1918. A igreja é mantida, como exemplo típico do barroco português, e posteriormente integrada  no novo edifício do MNAA construído entre 1937 e 1939 (conhecido como "Anexo").

Nossa Senhora dos Remédios de Lisboa​ Nossa Senhora dos Remédios de Lisboa​

Convento de Nossa Senhora dos Remédios de Lisboa; Convento dos Marianos

O Convento de Nossa Senhora dos Remédios, da Ordem dos Carmelitas Descalços, foi fundado em 1606, tendo a sua construção terminado em 1611. As terras onde o convento foi implantado estavam aforadas pelas Comendadeiras de Santos e foram compradas pelos frades pela quantia de oitocentos e vinte mil réis. A esta vasta propriedade iria ser acrescentada uma nova porção designada por «cerca nova», que foi doada por Luís César de Menezes.

Depois da extinção das ordens religiosas os frades foram recolhidos pela Condessa de Murça no seu palácio, que ficava junto ao convento. O edifício foi requisitado para Quartel da Guarda Nacional em 1835. A igreja manteve-se aberta ao culto e a cerca foi alugada.

Em 1872 o edifício é vendido em hasta pública e a igreja, já abandonada e sem o seu recheio, é transformada numa casa de culto presbiteriano.

Em 1898, o conjunto é comprado pela Igreja Católica Apostólica Evangélica que ainda aí se mantém, e parte do convento está alugado à "York House".

No interior da antiga cerca, hoje delimitada por edifícios de habitação, foram construídos diversos armazéns e fábricas, nomeadamente a Fábrica Constância, aí instalada desde a sua fundação em 1836.

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